Grande chance de crescimento nos ISPS do Centro-Oeste

Grande chance de crescimento nos ISPS do Centro-Oeste

A região Centro-Oeste, composta pelos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal tem a adoção de tecnologias e disseminação da banda larga de forma mais facilitada, é claro que, em algumas cidades, as grandes distâncias tornam esse processo mais difícil.

Em março deste ano os acessos banda larga na região atingiram 2,9 milhões, 62% na região metropolitana. De 2011 a 2016 houve um crescimento na penetração da banda larga na região Centro-Oeste, passando de cerca de 30 conexões a cada 100 domicílios para quase 45.

As grades operadoras de internet ainda são as principais fornecedoras de internet da região. Elas respondem por 67% dos acessos da banda larga fixa no Centro-Oeste, o que mostra a oportunidade de espaço para novos ISPs no local. Do total de 2,9 milhões de acessos, 1,9 milhão são das operadoras Claro, Vivo e Oi. Nessa região há uma baixa penetração dos provedores regionais. No entanto, a Vivo teve uma perda significativa, com redução de 86.935 acessos, 20,5% de sua base de assinantes. Oi e Claro cresceram em média 4% cada uma, agregando 32,3 mil e 28 mil acessos, respectivamente. Além da portabilidade entre as grandes operadoras, cerca de 26 mil acessos migraram para as operadoras competitivas e provedores regionais.

O mercado de tecnologia para os ISPs na região vem sofrendo grandes transformações. Os ISPs adotam principalmente o rádio, também por conta da densidade demográfica da região. A fibra óptica ainda não foi amplamente instalada, mas está em adoção crescente pelos ISPs, que mais que dobraram a quantidade de acessos por tecnologias FTTx em relação ao ano passado. É possível notar também uma maior adoção desta tecnologia por parte dos ISPs frente às grandes operadoras da região. O uso da fibra óptica é um grande diferencial para eles, já que conseguem entregar um serviço com melhor qualidade.

Por conta da maior utilização do rádio pelos ISPs, as velocidades dos pequenos provedores no Centro-Oeste são inferiores à média desse segmento no Brasil. A forte tendência de demanda por velocidades mais elevadas com maior confiabilidade é o que vem movimentando esse mercado para a tecnologia de fibra, que deve ser cada vez mais difundida na região.

Diante disso, a região Centro-Oeste é extremamente propícia para a entrada de mais ISPs. Duas razões são as mais fortes: o aumento da competitividade via fibra óptica e a densidade demográfica de algumas áreas, que se tornam menos atrativas para as grandes operadoras. Além disso, a região demonstra grande potencial de crescimento e adoção de fibra óptica, especialmente por parte dos pequenos e médios provedores, que vislumbram esta oportunidade e desejam estar onde as grandes operadoras não estão.

Pensando na melhoria deste crescimento, a EXPOISP Brasil irá promover um evento gratuito com palestras, exposição de produtos e a apresentação das principais tendências do mercado. O encontro regional será realizado no dia 09 de setembro, em Cuiabá – Mato Grosso do Sul.

O evento foi pensado para pequenos e médios provedores de internet que, no estado, por vezes, são os únicos que conseguem levar o acesso à internet ao o interior e zonas rurais – áreas que não despertam interesse das grandes operadoras.

Saiba mais sobre o evento em nosso site.

Fonte: https://www.cianet.com.br/

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Cuiabá recebe principais especialistas em telecomunicações e internet do país

Cidade receberá a EXPOIS Expedição, evento gratuito com palestras e expositores com soluções para provedores regionais

Com palestras, discussões e formação com os melhores profissionais do setor de telecomunicações e internet do País, Cuiabá recebe a EXPOISP Expedição – principal circuito de eventos para provedores de internet do mercado. A iniciativa, realizará um dia de formação e novas oportunidades para os provedores regionais do Mato Grosso para proporcionar uma conexão mais rápida para os cidadãos e o acesso a novas tecnologias e soluções.

A EXPOISP Expedição acontece no dia 09 de setembro no Hotel Fazenda Mato Grosso. As inscrições são gratuitas e a entrada é a doação de 1 quilo de alimento não perecível ou produtos de higiene. O evento tem parceria com o projeto Mesa Brasil e ambos visam combater a fome e o desperdício, a partir de parcerias, e transforma a vida de crianças, jovens, adultos e idosos em todo o Brasil.

 O evento foi pensado para pequenos e médios provedores de internet que, no estado, por vezes, são os únicos que conseguem levar o acesso à internet ao o interior e zonas rurais – áreas que não despertam interesse das grandes operadoras.

Por isso, a EXPOISP desenvolveu uma programação com workshops sobre os principais temas para prestadores de serviço que já atuam no setor ou que desejam investir nesse mercado. Os participantes podem aprender sobre maneiras de aumentar a receita de negócios e o atendimento ao cliente com a experiência de profissionais das principais empresas do Brasil.

Além disso, palestras sobre Marketing Digital para Provedores, Saúde Organizacional, A Importância do Responsável Tecnico, TRT e Etica no mercado ISP e Evolução de Rede Óptica e Formas Inteligentes de Certificação e Operação.

Para participar, os interessados devem se cadastrar no site do evento.

Mais informações: https://expedicao.expoispbrasil.com.br/

Serviço:

EXPOISP Expedição

Data: 09 de setembro de 2021

Local: HOTEL FAZENDA MATO GROSSO – R. Antônio Dorileo, 1100 – Jardim Aquarius, Cuiabá – Mato Grosso

Inscrições: https://expedicao.expoispbrasil.com.br/

Internet que vamos usar no futuro próximo_FOTO

A internet que vamos usar no futuro próximo

O ponto em comum das tendências é o crescimento da demanda de largura de banda em redes fixas, o que exige melhorar a infraestrutura óptica

Por Rafael Kohiyama – Área Técnica Fibracem

Pode ser que a leitura desse artigo tome alguns minutos do seu dia, mas certamente nesse mesmo tempo de leitura, se observarmos o que acontece no universo virtual da internet, vamos nos impressionar com a quantidade enorme de downloads, mensagens, logins, tweets, compras online, visualizações de vídeos, games, entre outras aplicações que ocorrem simultaneamente em 60 segundos de Internet, conforme podemos observar no infográfico abaixo.

 Fonte: https://www.allaccess.com/merge/archive/31294/infographic-what-happens-in-an-internet-minute

Isso é um retrato da sociedade em que vivemos e não uma novidade relacionada ao surgimento do novo coronavírus, o qual seguramente alavancou certos comportamentos devido ao confinamento. As pessoas se viram obrigadas, de uma forma ou de outra, a recorrer às opções online de atividades que antes estavam acostumadas a fazer presencialmente. Exemplos disso são o crescimento do home-office, do EAD (Ensino à Distância) e até mesmo da telemedicina. Após sete meses desde o decreto da pandemia, muitos especialistas já vislumbram como será o cenário Pós Pandemia: home-office definitivo ou de jornada híbrida, educação remota, aumento de acessórios de smart homes (monitoramento, entretenimento, etc.).

Além disso, novas tecnologias emergentes como VR / AR (Realidade Virtual / Realidade Aumentada), games ou simulações (treinamentos) em holodecking (https://www.youtube.com/watch?v=lWp_k5bvNmw), transmissões em 8K são aplicações que exigirão velocidades mínimas na ordem de Gbps. Sendo assim, não é à toa que o plano estratégico da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), responsável por regularizar a internet no Brasil, anunciou seu objetivo de aumentar a velocidade média da banda larga fixa contratada pela população para 150 Megabits por segundo (Mbps), até 2023, um crescimento cerca de que três vezes maior que os 45 Mbps atuais.

Fonte: https://www.reddit.com/r/Cinema4D/comments/68jfdj/april_to_the_holodeck_c4dps/

O ponto em comum dessas tendências é o crescimento da demanda de largura de banda em redes fixas, por isso alguns definem esse fenômeno como “A Sociedade do Gigabit”, ou seja, o nível de serviço (largura de banda) antes exigido majoritariamente em meios corporativos está agora migrando para o meio residencial, onde estão a maioria dos usuários. Com o crescimento do consumo de dados, faz-se necessário melhorar também a infraestrutura que nos trazem esses dados. Por isso podemos observar (gráficos abaixo da @Omdia), por exemplo, a migração ao longo dos anos entre as tecnologias de acesso à banda larga tendendo para a fibra óptica.

Quais mudanças ainda estão por vir? E para os ISPs (Internet Service Providers)?

Impossível, sem o uso de uma “bola de cristal”, dizer qual seria o aplicativo ou a principal funcionalidade da Internet que se tornará o novo Netflix, ou o novo Facebook nos próximos anos. Mas uma coisa podemos afirmar categoricamente, a tendência é que o uso de dados continue aumentando, pois a sociedade tem sede de estar conectada, cada vez mais e de diversas formas, sempre exigindo melhor qualidade das redes, que são os verdadeiros “portais” e nos levam para esse universo virtual da internet.

Para dar “vazão” a todo esse fluxo de dados, investimentos relevantes vem ocorrendo na melhoria da internet de banda larga (tanto na ponta dos clientes que contratam a internet via fibra, como na ponta dos provedores que estão melhorando os serviços ofertados).

Os ISPs já estão projetando suas redes com fibra óptica levando em contas as novas tecnologias disponíveis no mercado, como equipamentos (OLT/ONT) que trabalham com protocolos XG-PON ou XG(S)-PON e atingem velocidades de 2,5 a 10 Gbps por porta do equipamento, melhorando dessa forma as redes atuais baseadas no protocolo GPON (que ficam em velocidades de 1,25 a 2,5 Gbps por porta).

Image© 2020 Optical Society of America

Fonte: Progress of ITU-T higher speed passive optical network (50G-PON) standardization – Dezhi Zhang, Dekun Liu, Xuming Wu, and Derek Nesset https://www.osapublishing.org/jocn/fulltext.cfm?uri=jocn-12-10-D99&id=432860

A grande vantagem é que para implementar essas novas tecnologias XG-PON e XG(S)-PON a infraestrutura de fibra óptica já construída (para rede GPON) será totalmente compatível. Como é possível observar na imagem, os comprimentos de onda (nm) por onde trafegam os dados são diferentes para os protocolos e, portanto, não se sobrepõem. Ou seja, a fibra óptica pode ser entendida como uma estrada contendo várias pistas e cada uma delas permitirá o tráfego em um único sentido (Up ou Down), de forma que não ocorram colisões.

Portanto, os ISPs estão relativamente tranquilos na questão de largura de banda suportada pela fibra óptica. Dessa forma, os esforços hoje encontram-se focados na melhoria da infraestrutura óptica, fazendo com que as redes sejam mais confiáveis quando estejam em operação, mas que também inovem com tecnologias de instalação e ativação dos clientes, possibilitando realizar de forma massiva as tão necessárias conexões ópticas que levam a internet do presente e do futuro aos usuários.  Uma das formas de inovar nessa questão da infraestrutura é a utilização de tecnologias preconectorizadas para construção otimizada de redes ópticas.

A Fibracem está totalmente focados em produzir um portfólio completo de produtos para construção de infraestrutura óptica, pois entendemos – e confirmamos com a pandemia desse ano – que cada vez mais é preciso pensar em itens que trazem soluções, que otimizam recursos, que facilitem o trabalho dos técnicos e tragam a satisfação no acesso à internet de hoje, e do futuro.

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A “Onda” do Plug and Play

Por Rafael Kohiyama – Especialista Técnico Fibracem

Está cada vez mais presente no mercado de Telecomunicações a utilização desse termo para designar novas tecnologias de conexão óptica inovadoras e vantajosas

Nos últimos anos temos observado um crescimento vertiginoso na quantidade de assinantes que estão conectados à internet por meio da fibra óptica. Isso é um resultado claro do momento de transformação digital que vivemos, onde a força das redes sociais mudou a forma como as pessoas buscam e se conectam a todo tipo de conteúdo. Players de tecnologia como Amazon, YouTube, Netflix estão cada vez mais presentes no cotidiano da sociedade. Segundo uma estimativa da Cisco sobre o crescimento de dados globais no período de 2017-2022, a qual trata da segmentação dos serviços de internet mais utilizados, é possível observar que vídeo e gaming são os que apresentam maior tendência de crescimento em comparação com os outros tipos de serviço.

Portanto, a necessidade por uma conexão banda larga de qualidade não é mais um item supérfluo de lazer ou apenas entretenimento, tornou-se essencial para muitas atividades profissionais, de educação, comunicação e até mesmo de saúde. É um processo que já vinha ocorrendo. Prova disso é que antes mesmo da pandemia da Covid-19, em fevereiro deste ano, as conexões de fibra óptica no Brasil já representavam um total de 33% das conexões de banda larga, segundo a Anatel. Ou seja, eram aproximadamente 10,7 milhões de assinantes conectados através de fibra. Então veio a crise sanitária e tendências que apenas “engatinhavam”, como por exemplo home-office, EAD e consultas médicas online, rapidamente tornaram-se realidade nesse “novo normal” do isolamento social. Isso antecipou a mudança de comportamentos da sociedade e também o processo que já estávamos observando: um usuário (seja residencial ou corporativo) que precisa cada vez mais de uma boa largura de banda e uma baixa latência para atender suas necessidades de conectividade. 

De fevereiro para junho de 2020, ainda em plena pandemia e analisando os mesmo dados da Anatel, o percentual pulou para 38,6% das conexões brasileiras, ou seja, aproximadamente 13,1 milhões de assinantes. O aumento de 2,3 mi de assinantes em apenas 4 meses deixa visível um mercado em plena expansão com a busca na melhoria de conectividade através da fibra óptica. Esse movimento é possível graças às Operadoras, mas também em grande parte pelo trabalho dos ISPs (Intenet Service Providers) que têm levado a tecnologia da fibra óptica aos lugares mais remotos do nosso país de dimensões continentais.

Difícil imaginar o que seria de todos nós se não houvesse internet nos tempos atuais. E mais do que isso, a sociedade demanda internet rápida, segura e de qualidade. Ninguém deseja que sua compra online por e-commerce seja “desviada”, nem perder uma partida de game online por lags (atraso) na rede, ou que a chamada por vídeo trave a todo momento. Mais do que nunca a internet é a única forma de aproximar as pessoas. Entretanto, o que muitos não percebem é a infraestrutura que está por trás desses anseios da sociedade. As empresas que constroem essas redes (Operadoras e ISPs) estão cada vez mais procurando soluções que maximizem sua produtividade.

Tecnologia em que só o nome é difícil

Nos últimos anos está mais presente no mercado de Telecomunicações a utilização do termo plug and play para referir-se à tecnologia preconectorizada. Nesse contexto entram as tecnologias mais inovadoras para alcançar a massificação da internet de qualidade. Se a “1ª onda” em termos de construção de redes ópticas foi através da tecnologia Fusão, e a “2ª onda” através da Conectorização, parece natural que a “3ª onda” seja com a Preconectorização. O motivo de ocorrer tal migração é porque com essa tecnologia algumas etapas críticas da construção da rede (como limpeza e montagem de conectores ópticos) ficam concentradas no processo fabril e não na mão de obra que está em campo. 

A solução preconectorizada tem esse nome porque o cabo já vem conectorizado de fábrica e, as caixas onde ele será conectado são preparadas com conectores robustos, capazes de permanecer no tempo, ficando para o lado de fora das caixas e gerando muita rapidez na ativação massiva. Com isso o técnico de campo ganha produtividade, pois consegue fazer mais ativações em menos tempo. Não são necessárias tantas ferramentas e o processo de ativação de um cliente é facilitado por ser análogo à montagem de um bloco de encaixe (tipo Lego®). O técnico precisará apenas: 1) apoiar a escada no poste, 2) encaixar (plug and play) o cabo drop preconectorizado na caixa, 3) levar o cabo drop até o cliente e 4) montar o Conector de Campo no cabo drop de 1 fibra na casa do cliente. Enquanto a solução “Precon” exige apenas essas quatro etapas, as outras soluções (Fusionada e Conectorizada) demandam mais etapas e, consequentemente, mais tempo para serem realizadas.

Além do ganho em produtividade, o técnico não precisa ser um “expert” em fusão óptica e a empresa (Operadora / Provedor) não precisa disponibilizar uma máquina de fusão para cada equipe de ativação. A diminuição na quantidade de fusões de cada projeto, inclusive, diminui consideravelmente também a “terceirização” das fusões (e seu alto custo de serviço), já que a maioria das conexões entre caixas e até mesmo o drop de assinante são feitos pelo mecanismo plug and play. Mais vantagens? Sim, tem as reduções em termos de CAPEX e OPEX, já que redes preconectorizadas possibilitam um crescimento da rede conforme demanda (diminuindo os investimentos iniciais dos projetos), e uma redução de custos operacionais (fazendo com que o payback das redes seja mais rápido) na comparação com a quantidade de manutenção e retrabalho que por vezes as tecnologias fusionadas e conectorizadas exigem das empresas. 

Todos esses aspectos agregam valor na operação comercial das Operadoras e Provedores, já que trazem vantagens tanto operacionais quanto financeiras. Isso leva à conclusão de que a nova “onda” do plug and play de fato veio para melhorar a operação das redes ópticas, trazendo cada vez mais facilidade e agilidade nas atividades cotidianas de quem trabalha com infraestrutura de redes de comunicação. Seja no “antigo” ou no “novo normal”, essa é uma tecnologia que vai de encontro à crescente demanda por velocidade e qualidade quando o assunto é internet e todas as suas aplicações que, se já não vivíamos sem, agora são mais do que essenciais.